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2010/02/07
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Clima: El Niño ainda poderá ...
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Carlos Cogo
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Clima: El Niño ainda poderá ter efeitos neste semestre

O fenômeno climático El Niño está lentamente se dissipando, mas a duração de seus efeitos ainda é algo incerto, segundo o Centro de Previsão Climática (CPC) dos EUA, ligado à Administração Nacional Oceânica e Atmosférica. O aquecimento excepcional das águas do Pacífico Equatorial, marca registrada do El Niño, deve dar lugar a um resfriamento gradual entre abril e junho. Isso indica uma transição para condições neutras durante a primavera do Hemisfério Norte. Entretanto, prever o momento desta transição é altamente incerto, segundo o CPC. O El Niño provoca turbulências climáticas em todo o mundo, especialmente na região da Ásia-Pacífico. Ele foi notado pela primeira vez por pescadores latino-americanos de anchovas no século 19, que o batizaram em homenagem ao Menino Jesus, já que normalmente começa na época do Natal. Segundo o CPC, as anomalias oceânicas e atmosféricas refletem um El Niño forte e maduro, o que está ligado a uma temporada fraca das monções nas regiões canavieiras da Índia. Isso, por sua vez, elevou o preço do açúcar ao seu valor mais alto em 29 anos no mercado de Nova York, por causa da perspectiva de que a Índia terá de importar muito mais açúcar neste ano. O efeito potencial do El Niño nos Estados Unidos seria uma chuva acima da média nos Estados do sul, e abaixo da média na costa noroeste e no vale de Ohio. Os Estados do norte, exceto a Nova Inglaterra, devem ter neve abaixo da média e temperaturas mais elevadas do que o normal. Já o centro-sul e sudeste do país podem sofrer temperaturas abaixo do esperado. No Sudeste Asiático, o El Niño pode provocar seca. Por causa dele, as Filipinas, maior importador mundial de arroz, devem ter de comprar uma quantidade recorde, de 2,4 milhões de toneladas, para alimentar seus 93 milhões de habitantes em 2010. Se o El Niño persistir até junho, isso faria o fenômeno coincidir com o começo da temporada anual de furacões no Atlântico. No ano passado, o El Niño foi citado como razão para o baixo número de furacões da temporada, porque supostamente provoca alterações nos ventos que anulam tempestades incipientes ou as empurram para o alto mar. O último grande El Niño ocorreu em 1997/1998, causando transtornos climáticos que provocaram muitas mortes e bilhões de dólares em prejuízos em todo o mundo. Fonte: Gazeta do Povo/PR. Adaptado e revisado pela Carlos Cogo Consultoria Agroeconômica.

Terras: preços continuam em tendência de alta no Brasil

Os preços das terras agricultáveis encerraram 2009 em alta e assim devem continuar em 2010. De acordo com a consultoria AgraFNP, o reaquecimento desse mercado se consolidou no último bimestre do ano passado, apesar da queda das cotações de commodities como soja e milho. O preço médio das terras no Brasil subiu 5% em valor nominal em 2009, ou 6,4% se descontada uma deflação de 1,4% no período. No último bimestre do ano passado, a média de preços por hectare no País foi de R$ 4.593. Em janeiro e fevereiro de 2009, a média era de R$ 4.373/ha. Na comparação com o período de setembro a outubro do ano passado, quando o preço médio foi de R$ 4.330/ha, a alta é de 0,99%. As regiões Sul e a Norte - basicamente Tocantins - foram as que mais influenciaram as altas nos preços das terras brasileiras em 2009. No Sul, os preços de terras valorizaram, em média, 8,8% e o hectare atingiu R$ 9.943 no final do ano passado. Já na Região Norte, a alta foi de R$ 7,9% no período, para R$ 1.449 o hectare, se comparados os períodos avaliados. A valorização e a natureza dos negócios nas duas regiões têm características diferentes. No Sul, os negócios são feitos por produtores tradicionais, que normalmente compram parte de propriedades de vizinhos, pagam um preço mais alto por isso e, consequentemente, o número de negócios é menor. Já no Norte, os negócios são de grandes áreas contínuas, feitos por investidores que procuram economia de escala e em áreas de chapada de altitude, excelente para o plantio agrícola. Os negócios no Norte são basicamente em Tocantins e a maioria dos investidores que buscam terras lá é estrangeira. O custo da terra nessa região ainda é baixo se comparado ao de outras do País e a oferta é grande; por isso, não é à toa que tem tanto estrangeiro interessado lá. Entre os projetos, cita-se o da Usina Pedro Afonso, que a multinacional Bunge constrói em Tocantins. Um projeto grande desse agita o mercado de terras e atrai muitos interessados. O preço médio das terras na região Nordeste subiu 5,7% em 2009 e encerrou o ano a R$ 2.045 por hectare. Já a alta no Sudeste e Centro-Oeste foi de 2,8% no ano passado, para R$ 7.844/ha. A tendência do início deste ano é de alta nos preços das terras e de crescimento do número de negócios, mesmo com o enfraquecimento nas cotações de algumas commodities agrícolas. A maior parte das aquisições de terra deve excluir, portanto, os tradicionais produtores. A rentabilidade dos produtores deverá ficar aquém do que foi projetado inicialmente, antes da época de plantio. Isso de certa forma inibe os investimentos em aquisições de terras por parte deste público. A valorização média das terras no Brasil é de 40,2% nos últimos 36 meses, até o final do ano passado. Fonte: Valor Econômico. Adaptado e revisado pela Carlos Cogo Consultoria Agroeconômica.

Transgênicos: liberações de cultivo no Brasil ainda atrasadas

Apesar do Brasil ocupar, hoje, a 3ª posição na lista dos países com as maiores áreas plantadas de organismos geneticamente modificados (OGM), de acordo com estatísticas da International Service for the Acquisition of Agri-Biotech Application (Isaaa), Estados Unidos, Japão, Canadá, México, Coreia do Sul, Austrália, Filipinas e Nova Zelândia deixaram os brasileiros para trás no ranking de liberação de produtos transgênicos. Dados da Isaaa apontam, ainda, que nos últimos 12 anos, até 2008, de plantio e consumo dos transgênicos, entidades reguladoras do mundo deram pareceres positivos a 670 pedidos de autorização para cultivo comercial e importação destinada à alimentação humana e animal. O Brasil responde por 22 aprovações comerciais, segundo a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio). Segundo Alda Lerayer, diretora executiva do Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB), está previsto para início de março a divulgação de novo levantamento da Isaaa, que deve colocar o Brasil no páreo com a Argentina em área de plantio, devido ao milho OGM cultivado, em 23 milhões de hectares, e aumento mundial de aprovações. Em 2010, a Índia começou a plantar berinjela e a China aprovou o arroz OGM. No México, mais oito eventos foram aprovados (quatro milhos, dois algodões, uma soja e uma alfafa). A Austrália liberou a canola modificada e, entre outros países, a Argentina aprovou o milho. No Brasil, deve chegar à CTNBio este ano o feijão transgênico da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). O não desenvolvimento biotecnológico brasileiro ocorre em função da demora na liberação dos resultados de pesquisas enviadas à CTNBio. Enquanto uma aprovação aqui demora anos, na Índia, por exemplo, o resultado sai em meses. Existe uma tendência em longo prazo de o País utilizar a biotecnologia na melhoria da produção agrícola, mas o governo federal deveria investir em técnicos e cientistas. A CTNBio informou que conta com o trabalho de 54 cientistas e 8 técnicos. De acordo com o regimento interno, o órgão regulador tem de 90 a 120 dias para liberar o resultado de um processo. Mas o último registro da CTNBio mostra que o tempo de decisão de, por exemplo, seis produtos do algodão variou de 11 meses a quatro anos. Já o resultado de 11 produtos do milho levou de sete meses a nove anos para sair. Os países à frente do Brasil em aprovação obtêm, por consequência, além de maior produtividade, cultivos a custos baixos. Enquanto os americanos realizam 4 aplicações de defensivos em uma safra de algodão, o produtor brasileiro faz, em média, 15. Isso afeta a competitividade. O transgênico é área-chave e estratégica para a agricultura. Além da necessidade de aumento no quadro de profissionais em biotecnologia, são poucos os recursos oferecidos aos órgãos de pesquisa. Todo o processo de pesquisa, até a regulamentação da soja, de acordo com Giovanni Rodrigues Vianna, pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (Cenargen), tem custo mínimo em torno de R$ 10 milhões. Números do Ministério do Desenvolvimento (Mdic) mostram que, de 2008 até hoje, o governo em parceria com a iniciativa privada vão investir cerca de R$ 700 milhões em biotecnologia. Com o retorno do texto de biossegurança de 2005, os processos devem acelerar, segundo o CIB. Fonte: DCI - Diário do Comércio & Indústria. Revisado e Adaptado e revisado pela Carlos Cogo Consultoria Agroeconômica.

Estudo definirá normas para grãos não transgênicos no Brasil

Uma Comissão de Estudo Especial de Grãos Não Geneticamente Modificados será instalada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), nesta quinta-feira (04/02), em São Paulo. A iniciativa atende a solicitação da Associação Brasileira de Produtores de Grãos Não Geneticamente Modificados (Abrange), diante de uma demanda crescente por soja e milho diferenciados (GM Free) no mercado interno e no externo e ao fato de o Brasil ser o único país no mundo ainda em condições de garantir o fornecimento desses produtos em escala global. Os integrantes da Comissão de Estudo vão elaborar normas técnicas específicas para a produção, transporte, segregação, rastreabilidade, armazenamento e beneficiamento de soja não geneticamente modificada, para garantir aos compradores nacionais e internacionais a origem e as especificações exigidas, de forma oficial. Além disso, a certificação também deverá agregar valor aos sojicultores e à produção de soja brasileira. Estimativas da Abrange apontam que 9,8 milhões de toneladas de soja em grão, 8,6 milhões de toneladas de farelo de soja e 1,15 milhão de toneladas de óleo de soja não geneticamente modificados foram exportados em 2008. No caso do farelo de soja, por exemplo, 73% do volume exportado tinham certificação. Os associados da entidade perceberam a necessidade de atuar de forma firme na defesa e fomento deste mercado como uma oportunidade de negócio para atender a crescente demanda de consumidores mais exigentes em todo o mundo. Fonte: Assessoria de imprensa da Associação Brasileira de Produtores de Grãos Não Geneticamente Modificados (Abrange). Adaptado e revisado pela Carlos Cogo Consultoria Agroeconômica.

 

     

 


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